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HORA DE FAZER CAMPANHA III
Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas : Lula: 8,3% FHC: 11,7%
Desemprego em SP : Lula: 16,9% FHC: 19,0%
Exportações (em dólares ): Lula: 118,3 bilhões FHC: 60,4 bilhões
Balança comercial (em dólares): Lula: 103,3 bilhões FHC: - 8,4 bilhões
Transações correntes (em dólares): Lula: 30,1 bilhões FHC: - 186,2 bilhões
Risco-país : Lula: 204 FHC: 2.400 * No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
Inflação : Lula: 2,8% FHC: 12,53%
Dívida com o FMI (em dólares): Lula: dívida paga FHC: 14,7 bilhões Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas : Lula: 8,3% FHC: 11,7%
Desemprego em SP : Lula: 16,9% FHC: 19,0%
Exportações (em dólares ): Lula: 118,3 bilhões FHC: 60,4 bilhões
Balança comercial (em dólares): Lula: 103,3 bilhões FHC: - 8,4 bilhões
Transações correntes (em dólares): Lula: 30,1 bilhões FHC: - 186,2 bilhões
Risco-país : Lula: 204 FHC: 2.400 * No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
Inflação : Lula: 2,8% FHC: 12,53%
Dívida com o FMI (em dólares): Lula: dívida paga FHC: 14,7 bilhões
Dados atribuídos às seguintes fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar - desde 1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg .; SUS; CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado.
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Leandro
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10h55
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HORA DE FAZER CAMPANHA II
A comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC:
Número de policiais federais : Lula: 11 mil FHC: 5 mil
Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro etc.: Lula- 183 FHC- 20
Prisões efetuadas : Lula: 2.961 FHC: 54
Entre os anos de 2000 a 2005, as ações da Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815%. Durante o governo do presidente Lula, a Polícia Federal realizou 183 operações e 2.961 prisões. (Uma média de 987 presos por ano). Já nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas, ou seja, uma média de 27 capturas por ano.
Criação de empregos : Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada) FHC: 700 mil
Média anual de empregos gerados : Lula: 1,14 milhão FHC: 87,5 mil
Média mensal de empregos gerados: Lula: 95 mil FHC: 8,7 mil
AMANHÃ TEM MAIS
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Leandro
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09h26
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HORA DE FAZER CAMPANHA
POR QUE VOTO EM LULA
Democracia é maior que qualquer um de nós
RENATO JANINE RIBEIRO ESPECIAL PARA A FOLHA
Eleição não é luta do bem com o mal. É comparação. Voto em Lula porque, a meu ver, seu governo melhorou o Brasil. Ele recebeu o país com uma agenda ditada pela direita, que reduzia quase tudo à política econômica, ou pior, à monetária e à fiscal; um país que, no fim de 2001, não cumpria mais o Orçamento, sem dinheiro nem para pagar passagens de ministros, com o dólar a R$ 4 e um risco-Brasil enorme. Ora, o governo de centro-esquerda foi capaz de acalmar a economia, de baixar o risco, de aumentar as exportações, enfim, de cumprir uma agenda econômica que não era sua prioridade, nem a dos movimentos populares, e isso sem privatizar nada, sem desfazer o patrimônio público. Mais, ainda: Lula colocou na política brasileira, de modo definitivo, uma agenda social importante. E com êxito. Segundo Maria Inês Nassif ("Valor Econômico", 24/8), o maior rigor em programas como o Bolsa-Família e os do Ministério das Cidades "desintermediou o voto da população pobre, que antes passava pelo chefe local". Se isso é certo, não há paternalismo na atual política de promoção social. Não adianta ficar inventando que Lula se proclamou "pai dos pobres". Alguns jornalistas dizem isso, mas nunca informam quando o presidente teria usado uma linguagem tão contrária a suas crenças para se referir a si próprio. Tudo indica que há menos paternalismo agora do que antes. É engraçado: quando se banhava de dinheiro o grande capital (empréstimos do BNDES a juros baixos para privatizar estatais), a opinião dominante chamava isso de progresso, mas, quando se dá dinheiro aos mais pobres, para comerem e se vestirem melhor, a mesma opinião dominante entende que dinheiro nas mãos de pobres não presta. Discordo disso. Quero uma sociedade democrática. Isso significa, em primeiro lugar, o fim da miséria, a redução da desigualdade social. No horizonte político brasileiro, não vejo força melhor que a coligação de esquerda para promover esse salto qualitativo. Ela tem sido capaz de melhorar as condições sociais com uma temperatura baixa de conflitos, ao contrário do que diziam seus detratores. O país não pegou fogo. O saldo do governo é positivo: a questão social está sendo bem orientada. Agora vamos à questão ética. No governo atual o procurador-geral não engaveta processos, a Polícia Federal age, CPIs funcionam. Já seu principal adversário impediu 60 CPIs de funcionar na Assembléia paulista, deixou uma política de segurança prepotente e ineficaz (porque acabamos sob o domínio do PCC) e uma política de educação que não é das melhores. Eleição é comparação. Não vejo no governo Alckmin superioridade ética sobre o governo Lula. Contudo, há satisfações que o PT deve à sociedade. Os escândalos mostram que ele é um partido mais "normal" do que imaginava ser. Humildade não faz mal. O PT tem seus defeitos. Deve contas ao Brasil. Tem de fazer uma faxina interna e punir quem errou. Mas, ainda assim, consegue governar melhor que os outros. Aliás, seria bom o país todo fazer um exame de consciência. Com o financiamento privado de eleições, a porta se escancara para a negociata. Deveríamos priorizar em 2007 a reforma política, com fidelidade partidária, condições mais equilibradas de financiamento às candidaturas e talvez até o voto distrital. Uma eleição não é uma guerra. Amanhã e sempre, teremos de conviver, quem votou em Lula ou nos outros candidatos. Precisa cessar o terror discursivo, a ameaça ao voto universal. Este é o segundo ponto em que desejo uma sociedade democrática. Democracia significa respeitar o discurso do outro. Nas eleições, as pessoas se exaltam, mas é desonesto deformar o que o outro disse. Muito do que hoje se conta sobre o PT ou sobre quem o apóia, como eu, é uma enorme caricatura. Isso amesquinha a política, que deve ser arena de adversários, não de inimigos. Esse clima envenenado não ajuda o de que mais precisamos, não nós da esquerda, mas nós brasileiros: construir alianças, trabalho em conjunto, convergências. A sociedade é maior que a política. O Brasil é maior que os partidos. A pequena ambição não pode erodir nossas oportunidades. Podemos enfrentar a miséria, melhorar a educação e a saúde, integrar os excluídos. Penso que Lula é o mais adequado, hoje, para dirigir o governo neste rumo mas penso também que este tem de ser um projeto de sociedade, e não apenas de governo. Não estamos, hoje, terceirizando a solução de nossos problemas. Estamos elegendo o mais apto a dirigir um esforço que deve ser maior do que ele e do que qualquer um de nós.
RENATO JANINE RIBEIRO , professor de ética e filosofia política na USP, é diretor de avaliação da Capes e autor de, entre outras obras, "A Sociedade Contra o Social - O Alto Custo da Vida Pública no Brasil" (Companhia das Letras)
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por
Leandro
às
18h48
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