Perguntinhas
Sei as respostas, mas quero apenas perguntar:
É possível questionar a exposição Salvador Negroamor sem ser chamado de racista?
Em que planeta vivem as pessoas que aceitam pagar 180 reais para ver Chico Buarque ou Marisa Monte? Os preços dos ingressos aumentaram tanto ou meu salário encolheu demais?
Impressão minha ou todos os peitos de Salvador estavam ontem no Rio Vermelho? Aliás, na cobertura da tevê, um repórter repetiu "identidade cultural" umas quinhentas vezes. Deve ter ouvido alguém falar que o conceito existe. Meus alunos são assim tb. Quando ouvem um conceito, passam a usar ele em tudo. Ou seja, não aprenderam nada.
Escrito
por
Leandro
às
07h45
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Bethânia, Parangolé e imprensa
Ontem, pelo segundo ano consecutivo (o que, na Bahia, já pode se chamar de tradição!!!), fomos ver Bethânia em Santo Amaro. O show era de Daniela Mercury e Bethânia cantaria algumas músicas. Pela primeira vez, assisti a um show muito ruim de ambas. Mas valeu a pena. Por que? Por ter visto, pela primeira vez, uma Bethânia puta da cara com o som e com os poucos músicos de sua banda. Ela chegou a jogar o microfone no chão e disse, em certo momento, para o maestro Jaime Alem. “Acorda Jaime!”. Para o repórter do A Tarde On Line, que cobriu o evento, ocorreram “apenas uns problemas técnicos e os transtornos foram esquecidos rapidamente”. Ora bolas!!
Parangolé - Pela primeira vez, leio uma matéria sobre o grupo Parangolé. Saiu hoje no Correio da Bahia. Enquanto a imprensa cobre exaustivamente Expresso 2222, Daniela e Ivete, o Parangolé será o grupo que terá as suas músicas mais executadas no Carnaval de 2007. Mais um sinal do descompasso entre jornalismo e a realidade das ruas. Provavelmente, a imprensa vai descobrir o grupo apenas no próprio Carnaval. Daí, ouviremos aquelas interessantes perguntas: "há quanto tempo existe a banda? como vocês fazem sucesso sem ter um CD? como você está se sentindo?"
Escrito
por
Leandro
às
11h58
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