Homofobia mata
Deu na Folha de hoje: “Está de volta a polêmica do "beijo gay na novela das oito": o autor Gilberto Braga, da global "Paraíso Tropical", não se comoveu, até agora, com os pedidos de organizações GLS para que os personagens homossexuais da trama, Rodrigo e Tiago, protagonizem uma cena mais explícita de carinho. "Claro que não, não há motivo algum para os dois se beijarem, seria muito gratuito", diz Gilberto Braga.”
A declaração de Braga é mais um ato, dos tantos possíveis, de homofobia. Quantos beijos gratuitos são dados entre heterossexuais? E depois ainda querem me convencer que esta nova forma de representação dos gays nas telenovelas é a melhor? Nas últimas semanas, apresentei duas vezes um texto sobre o assunto, em encontros na Ufba. Pelo visto, as pessoas gostam das minhas reflexões, ficam até surpresas com as minhas críticas. E eu, acho que estou falando apenas o óbvio.
Por falar em homofobia, mais um gay foi assassinado em Salvador, dentro de sua casa. A polícia suspeita de dois homens que teriam entrado no apartamento com a vítima. O caso, entre outras coisas, me fez lembrar de um antigo projeto meu: escrever um livro-reportagem sobre estes tristes acontecimentos, a exemplo do que fez Roldão Arruda, em Dias de ira. Eu teria outros objetivos, mas o livro dele é muito interessante.
E eu nem falei do show da Bethânia, incorporada no TCA. Era Iansã no palco (o compositor da dita música escreve Inhãnsa). Que ela nos proteja da homofobia.
Escrito
por
Leandro
às
09h46
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